A importância do estágio para a vida profissional

Quando eu era estagiária, não via a hora de ser uma funcionária efetiva. Hoje, sinto saudades da época de ser estagiária…rs. Ou melhor, gostaria de ser estagiária hoje, em 2012, do que em 2002.

Na minha época (e quando começamos uma frase assim já denunciamos a idade, hahahaha) ser estagiário significava ser um funcionário com custo baixo. A legislação era muito fraca e não havia, por parte das empresas, uma preocupação muito grande com a formação profissional de seus estagiários. E olha que estagiei em uma grande multinacional, e nem lá havia um aparato para apoiar os estagiários. Total absurdo.

Mas os tempos mudaram, e o que percebo hoje, convivendo com essa galera 100% geração Y (eu devo ser só uns 70%…rs), é a mudança de postura dos próprios estagiários em relação à profissão escolhida e as possibilidades de atuação.

Por exemplo, conheci um estagiário na última empresa em que trabalhei, que não se sentiu nem um pouco constrangido em pedir seu desligamento depois de 4 meses de estágio. Ele estava saindo porque havia encontrado outra oportunidade que tinha muito mais a ver com os objetivos profissionais dele. E quem pode condenar essa atitude? Fico muito feliz em ver jovens como esses, que não têm medo de ousar, e arriscam-se para o novo.

Para quem ainda está na Universidade, deixo esse recado: façam estágio!! Precisando ou não da bolsa-auxílio, arrisquem-se, experimentem. Essa é a melhor fase da vida profissional para testar as suas possibilidades na carreira escolhida, sem medo de errar. Vocês terão a possibilidade de conhecer diferentes pessoas, empresas, culturas e processos, e isso será muito enriquecedor no futuro.

Pensem nisso!!!

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Questionamentos sobre Liderança e Ambiente de Trabalho

O post de hoje foi elaborado a partir de uma série de questões feitas por ninguém mais, ninguém que menos que a minha mãe…hahahahahahahaha. Para vocês entenderem o contexto, depois de muitos anos fora do mercado de trabalho, ela passou em um concurso público, e há quatro anos convive com os velhos/novos problemas e questões presentes nas empresas. Ela convive com pessoas de origens, formações e gerações diferentes entre si, o que obviamente geram conflitos dos mais diferentes tipos.

Por eu estar envolvida há um tempo considerável com a área de Recursos Humanos, virei uma espécie de consultora particular, hehehehehehehe. Vira e mexe, temos conversas interessantes sobre relações trabalhistas, liderança, resolução de conflitos, etc.

Aí, quando ela viu a minha página no Facebook, ficou toda orgulhosa, e ao mesmo tempo disparou uma série de perguntas. Não sou especialista no assunto, mas vou responder com base na minha experiência e no meu feeling. Se alguém discordar, por favor entrem em contato.

Então, lá vai:

Pooooor exemplo: Até onde um líder de equipe pode chegar para chamar a atenção de um subordinado? Outra pergunta: Como passar adiante problemas no ambiente de trabalho, sem ferir a hierarquia? Como, ao mesmo tempo você mostrar que gosta do seu trabalho, e também reivindicar direito a um ambiente mais sadio? Enfim, vc poderia abordar este tipo de situação: o LÍDER QUE SABE VALORIZAR E QUE SE PREOCUPA COM OS SEUS COLABORADORES. Principalmente aqueles chefes que não são administradores de empresa e não entendem nada de gestão de pessoas. Não é nada pessoal, viu? É mera curiosidade hahaha.

Bom, mãe e demais leitores…

Primeiro, vamos desmistificar essa história que um líder precisa ser necessariamente formado em Administração de Empresas. Eu sou formada em ADM, e já tive líderes com as mais diversas formações. Na realidade, o curso de ADM nos ensina a gerir uma empresa – e com isso, aprendemos sim sobre liderança – e os mecanismos existentes para isso.

A liderança precisa ser aprendida não apenas em sala de aula, mas também no dia-a-dia. Para algumas pessoas, isso é mais fácil, já que essa característica pode florescer desde a infância. Outras características como auto-estima elevada, bom nível de auto-conhecimento, amplo conhecimento técnico e gostar de se relacionar com outras pessoas são fatores fundamentais para exercer uma boa liderança.

Existem diversas teorias sobre liderança, mas não vou me estender sobre elas aqui. Existem líderes democráticos, que estão mais voltados para o resultado do trabaho em equipe, e existem líderes autocráticos, que focam o processo de trabalho em si, e menos nas pessoas. Enfim, o tema é extenso. No fim do post, vou colocar alguns links para quem tiver interesse em se aprofundar no tema.

Resumindo: não há um estilo certo e outro errado de liderança. Tudo depende da empresa, do mercado de atuação, da cultura da empresa. O que um bom líder precisa, antes de tudo, é respeitar os seus subordinados. Mesmo sendo um líder do tipo linha-dura, o respeito é a coisa mais importante na relação líder-liderados. Se um líder respeita as pessoas da sua equipe, será respeitado por elas. Liderança pode ser aprendida, e é responsabilidade das empresas preparar as pessoas para assumir o papel de líder. E nem sempre um bom técnico será um bom líder.

Quanto às outras perguntas da minha mãe…

Como passar adiante problemas no ambiente de trabalho, sem ferir a hierarquia?

Qualquer problema no ambiente de trabalho deve ser reportado, primeiro, ao líder imediato. Uma, duas vezes, ou quantas forem necessárias. Se o líder não tomar providências, ou passar para uma instância mais alta (o gerente ou diretor da área), então cabe ao próprio funcionário levar o assunto adiante, avisando ao líder o que irá fazer. Infelizmente, é uma situação extremamente delicada, que pode acarretar em diversos problemas tanto para o funcionário, quanto para o líder. Mas convenhamos, um líder de equipe, alertado pelos seus funcionários de um problema existente, que não toma providências para solucioná-lo, não merece ser chamado de líder…é papel do líder fazer essa ponte entre a alta gerência e os funcionários da empresa.

Como, ao mesmo tempo você mostrar que gosta do seu trabalho, e também reivindicar direito a um ambiente mais sadio?

Tudo mundo tem direito a um ambiente de trabalho sadio. É um direito estabelecido pela CF/88, nos artigos arts. 5º e 7º (http://www.conjur.com.br/2001-ago-30/empresa_garantir_ambiente_sadio_trabalhador)

Ninguém consegue trabalhar em um ambiente insalubre, que coloca a saúde em risco. Cabe às empresas garantirem que seus funcionários estejam devidamente instalados em seus postos de trabalho, cuidar da ergonomia, da limpeza e também, do bom relacionamento entre as pessoas. Para isso existem as áreas de Segurança do Trabalho e a CIPA (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes), que devem ser notificadas quando existir algo que esteja em desacordo com a legislação.

Gostar do trabalho e reivindicar melhores condições no ambiente de trabalho não são coisas incompatíveis. A questão aqui é encontrar uma maneira de dialogar com a empresa. Primeiro, conversar com os colegas de equipe, para verificar se o desconforto é geral. Depois, procurar o líder da equipe (se ele ainda não estiver a par da situação), e solicitar uma análise da área de Segurança do Trabalho e/ou CIPA. Se nada disso resolver, uma solução é procurar o sindicato da categoria, relatar o que está acontecendo e buscar uma resolução junto à empresa. Uma organização que esteja, de fato, preocupada com o bem-estar dos funcionários, e que acredita que isso é fundamental para a excelência nos serviços prestados, provavelmente não deixará que a situação saia do controle.

Links para artigos sobre Liderança

 Quando o líder faz a diferença – Portal RH.com.br

O perfil humano das novas lideranças – Portal RH.com.br

Líder ou RH, quem é o responsável pela Gestão de Pessoas? – Portal RH.com.br

Vergonha alheia em um processo seletivo

Hoje fui participar de mais um processo de seleção. Dessa vez era para uma empresa gigantesca, mas os detalhes da entrevista vou deixar para um outro post (merece um a parte). Neste, vou me focar numa figura que estava lá.

Fazia bastante tempo que eu não participava de uma “entrevista coletiva”, ou seja, todos os candidatos se apresentam, os selecionadores expõe a (s) vaga (s) em aberto, etc. Cheguei lá um pouco adiantada, as outras candidatas foram chegando…até que apareceu um rapaz que, a princípio, pensei que estava acompanhando uma das moças. Não quero parecer preconceituosa ao descrevê-lo, mas entre 5 mulheres vestidas com camisa, calça social e salto alto, ele destoava completamente de jeans, camiseta e tênis.

Bom, entramos na sala onde a entrevista aconteceria, o rapaz do RH entregou para nós uma  ficha a ser preenchida e saiu. Aí, nessas horas, sempre começa o bate-papo entre os candidatos. Uma das meninas brincou “ei, você é o bendito fruto entre as mulheres”, todas nós rimos, outra perguntou para o rapaz se ele era da área de DP (uma pequena observação, acho que nós, mulheres estamos começando a dominação do mundo pelas áreas de RH, kkkkkkkkkk, e geralmente quando aparece algum homem, geralmente ou é DP ou Remuneração…rs), ele respondeu curto e grosso “não”, e não deu continuidade ao assunto. Nós, as mulheres, falamos mais um pouco sobre a pouca quantidade de homens no RH, e o quanto isso é ruim, pois falta equilíbrio, muita mulher junta num único departamento pode acabar em assassinatos em época de TPM coletiva, entre outras brincadeiras comuns à área.

Nisso, os selecionadores voltaram com os currículos em mãos, e começaram uma espécie de chamada. E o currículo do rapaz não estava lá. E se seguiu um dos diálogos mais constrangedores que já vi:

(RH) – E você, é o fulano? ( era o único currículo masculino que ela tinha em mãos)

(Rapaz) – Não, sou o Sicrano (silêncio constrangedor….)

(RH) – Ah, certo…bom, você é da área de RH?

(Rapaz) – Não !! (hein?????!!!!!) – Já trabalhei como analista de sistemas na empresa x e atendimento de não sei o que na empresa y

(RH) – E você veio pela indicação de alguém?

(Rapaz) – Ah, falei com a fulana que mandou eu vir aqui e preencher a ficha…

(RH) – Certo, mas para qual área você quer se candidatar?

(Rapaz) – Olha, pode ser qualquer uma. Só não quero mais trabalhar em call center…

A selecionadora, então, pediu para ele ir em outro andar, onde ele poderia preencher uma ficha de solicitação de emprego. Nisso, rolava um silêncio constrangedor. Eu tentava não olhar para os lados, porque senão seria capaz de rir. Mas não era um riso engraçado, era nervoso, aquilo me incomodou demais, e fiquei com muita pena desse rapaz.

Como é que ele entra numa empresa, sobe dois andares, não faz nenhuma pergunta e quando questionado se trabalha em DP, não tentou esclarecer para qual área estávamos ali?

O mais cruel nessa situação é que tenho a impressão que ele não fez nenhum questionamento simplesmente porque não tem senso crítico, ou então, vive numa realidade tão opressora, que não sabe que pode e deve questionar o mundo ao redor. Se isso tivesse acontecido numa cidadezinha perdida no interior do Brasil, seria fácil de entender. Mas estávamos em São Paulo, Capital.

Sinceramente, não sei o que pensar…

Um balanço sobre o primeiro mês “disponível no mercado”

Depois de pouco mais de 01 mês  “disponível” no mercado de trabalho, de várias entrevistas e muito tempo livre, resolvi fazer um pequeno balanço desse período:

1)      As oportunidades de trabalho

O mercado, para a área de Recursos Humanos está bastante aquecido. Há várias oportunidades para diversos níveis (desde estagiários até gerentes), mas o nível das exigências também está algo. Para vagas de Analista de RH, somente o nível superior não basta. As empresas estão pedindo bons conhecimentos em inglês e espanhol, e algumas exigem pós-graduação. Nesses quesitos, posso dizer que estou tranquila.

O dasafio agora é buscar fontes alternativas para pesquisar novas vagas e oportunidades de trabalho. Gostaria de salientar que, nesse período, enquanto não encontrar um emprego dentro das minhas expectativas, estou disposta a trabalhar por projetos, free lancer, etc., desde que dentro da minha área profissional.

2)      As entrevistas

Essa semana está sendo atípica, tive poucos contatos e nenhuma entrevista agendada. Isso gera uma ansiedade muito grande, mas tenho que focar mesmo é em novos contatos e lembrar que estou há muito pouco tempo no mercado (afinal, saí do último emprego no dia 08 de março – ou seja, 40 dias).

Foram cerca de 11 entrevistas até o momento, para 9 empresas diferentes. Gostaria de parabenizar os colegas de RH, tenho a impressão que os processos de seleção estão mais maduros, mais focados naquilo que o profissional tem a mostrar (experiências, qualificação, competências, etc) e menos em detalhes supérfluos do currículo (como por exemplo, explicar detalhadamente uma experiência profissional do ano de 2000..rs).

Tenho apenas duas ressalvas sobre as entrevistas:

Primeira, a falta de retorno sobre os processos seletivos. Pessoal, vamos lá…mandar um e-mail agradecendo a participação e explicar em duas ou três linhas porque não fui selecionada não custa nada e toma muito pouco tempo. Eu trabalho em RH, sei como as coisas funcionam, sei o quanto é corrido o dia-a-dia, mas a área de seleção é a vitrine do RH. Já recebemos tantas críticas, porque não investir em algo tão simples? Se eu, que sou da área, me incomodo, imaginem os leigos…rs…é mais um motivo para falarem mal (sem necessidade) da nossa área…rs. Pensem nisso!!

Segundo, porque ainda insistem nas velhas perguntas :  Qual o seu ponto positivo? Qual o seu ponto a melhorar? Será que falta coragem ao pessoal do R&S abandonar essas perguntas?? Rs.

3)      Driblar o tempo livre

Essa tem sido uma tarefa mais complicada. A tentação de ficar o dia inteiro na frente do computador é grande, mas isso gera cansaço demais para os olhos, para o corpo e para a mente. Minha meta é passar menos tempo possível no computador, e procurar atividades fora de casa. Vou colocar em ação o projeto Museus de SP, o qual pretendo visitar todos os museus de Sampa nos próximos dias. É um programa barato (os ingressos custam menos que 10,00), acessíveis de transporte público e ainda trazem algum tipo de aprendizagem. Também estou procurando por palestras gratuitas ou a preços populares  na área de Gestão de Pessoas.

Paralelamente a isso, preciso focar uma atenção especial ao TCC e também ter idéias para movimentar esse blog…rs. Sim, nessas horas não tem jeito, o computador é o melhor aliado…rs.

E atividade física!! Nos primeiros dias eu fiz bastante caminhada, mas enjoei do percurso (meu bairro não tem opções muito interessantes). Mas preciso focar urgente nisso, meu corpo está exigindo mais movimento, fora o ponteiro da balança, sempre ameaçando subir.

4)      Investir na qualificação

Nessa semana estou fazendo um curso online sobre Remuneração Variável e Recompensas. Esse é um tema que eu precisava focar,  buscar mais conhecimento, e nesse quesito o curso vale bastante a pena. É a primeira vez que faço um curso on-line, pois sempre tive muito preconceito com essa modalidade de aprendizagem. Pois digo que para algo focado, um curso de curta duração, pode ser vantajoso. O único porém é que dificulta a realização de networking com os outros alunos.

As metas para os próximos dias são:

– Buscar mais contatos em empresas e consultorias, por meio do Linkedin

– Colocar em prática o projeto “Visitar os museus de São Paulo”

– Fazer mais exercícios físicos

– Dar um gás no TCC

Decisões de carreira, da escola para o mercado de trabalho!

Eu sempre me interessei por assuntos relacionados à carreira e profissões. Lembro que no 3º ano do colegial (sim, na “minha época” ainda falávamos colegial…rs), o assunto era recorrente, afinal estávamos ás vésperas do vestibular. O ano era 1998, e acreditávamos piamente que um bom curso superior seria suficiente para conquistarmos um ótimo emprego após a formatura. Que o nome da instituição e algum conhecimento de inglês e informática seriam competências suficientes para o mercado de trabalho. Ao menos, era isso o que vendiam para nós – pais, professores, orientadores vocacionais, os vendedores de cursos de inglês e informática que invadiam as escolas (isso ainda existe?) – e que aceitávamos como verdade universal.

Vale lembrar que a disseminação da informação era muito mais lenta que nos dias de hoje (e estamos falando de uma diferença de apenas 14 anos), a internet andava a passos lentos aqui no Brasil. Dependíamos apenas da mídia para ter acesso à informação, que nem sempre era a mais adequada. Revistas como Veja e Istoé apenas replicavam o que os gurus de plantão achavam mais adequado disseminar para uma nova geração que estava pleiteando a entrada na vida adulta e no mercado de trabalho.

Eu não consigo me lembrar de alguma matéria que tenha explorado, por exemplo, qual era o comportamento adequado para um jovem que estivesse iniciando sua vida profissional. Para isso, contávamos com a experiência dos mais velhos, mas eles já pertenciam a outra geração, os valores estavam mudando, as exigências do mercado de trabalho eram outras…e aí?

E aí que fomos obrigados a amadurecer. Entramos na universidade,  e isso, para muita gente da minha geração, foi um grande avanço frente aos pais e avós, que passaram muito longe de conquistar um diploma universitário. E foi justamente dentro dos muros da universidade, que começamos a perceber que o “buraco” era mais embaixo. Apenas ser universitário, saber informática e inglês não era mais suficiente. As empresas precisavam de pessoas pró-ativas, empreendedoras e motivadas…hein? Por que ninguém nos ensinou isso na escola? Tivemos que aprender sozinhos. E muita gente se perdeu pelo caminho, e mesmo com o diploma na mão, não alcançou o tal sucesso que foi prometido lá atrás – no final dos anos 90.

Houve dias em que eu pensei que estivesse me perdendo. Eu dava voltas e não conseguia sair do mesmo lugar. Tudo bem que minha escolha profissional, a área de Recursos Humanos, era incompatível com o lugar onde eu morava. São José dos Campos e o Vale do Paraíba não parecem ser os lugares mais amigáveis para profissionais dessa área…tive que sair da zona de conforto (diga-se, casa dos pais no interior), vir para a capital, quebrar a cara bonito (é só ler aqui) e ralar, ralar, ralar muito para finalmente poder dizer que me encontrei profissionalmente.

Então hoje, já formada, pós-graduada, com uma carreira, se não consolidada, mas pelo menos muito bem encaminhada, eu me pergunto onde eu acertei. Com certeza não foi sorte, nem a mão do destino. Eu precisei engolir muito sapo, aprender a receber feedbacks nem sempre amigáveis de chefes e colegas, estudar bastante, ler muito sobre a carreira que escolhi, tentar me manter o mais antenada possível. E sim, o inglês continua indispensável. E acrescente-se a ele o espanhol ( e sem brincadeira, tem empresa que dá mais importância para a língua dos nossos hermanos do que para a da Rainha Elisabeth), mais conhecimento de informática, tecnologia, redes sociais, etc, etc, etc.

Eu não quero, com isso, dizer que sou um exemplo a ser seguido, muito pelo contrário. Tenho muito a corrigir ainda – e quem não tem? Mas gostaria de deixar registradas essas dicas, para o pessoal que ainda está amadurecendo profissionalmente, e também para quem está a fim de dar uma guinada na carreira. Muito que escrevo tem como base pura e simplesmente as minhas percepções do mundo, embasadas com um pouco de teoria e bom senso.

  •  Apenas o que aprendemos na faculdade ou pós não é suficiente. Ao contrário do final dos anos 90, hoje a informação está ao alcance de um clique. Podemos nos inteirar de um determinado assunto com uma simples pesquisa no google, acessando blogs, páginas de revistas especializadas, artigos acadêmicos, etc. Basta aprender a filtrar as fontes, buscar por autores já consagrados em sua área de atuação (nisso, os professores da faculdade e pós-graduação, ou do curso de inglês e espanhol podem ajudar), e um mundo de informação e conhecimento estará disponível.
  •  Idiomas, quando mais cedo começar, melhor. De novo, a internet pode ser uma grande aliada para quem precisa aprender, intensificar o aprendizado ou apenas manter o conhecimento do idioma. Em alguns momentos da carreira, principalmente logo após a conclusão da faculdade, é muito mais interessante e barato investir dois ou três anos no aprendizado de um idioma estrangeiro, do que ingressar em uma pós-graduação.
  • E por falar em pós-graduação, fazer esse investimento, que não é nada barato, só vale a pena depois que o profissional já alguma experiência na área em que pretende se especializar. Vi muita gente que se formou no mesmo ano que eu ingressar na pós no ano seguinte, e continuar sem emprego simplesmente porque não tinha nenhum tipo de experiência…
  • E como conseguir experiência??? Estágio, estágio e estágio. Simmmm, ralar muito como estagiário, aproveitar essa fase onde podemos experimentar, trocar de área, buscar coisas novas. Ao contrário do mimimi que ouvimos por aí, se o estágio for realizado em empresas sérias, comprometidas com o aprendizado do estudante, a experiência conta sim, e muito. Mas também não vale ser estagiária de consultório dentário e ficar atendendo telefone o dia todo, durante os quatro anos de faculdade, ok? Estágio não é apenas para garantir a bolsa que irá financiar a mensalidade da faculdade, é para aprender a trabalhar na profissão que escolheu.

Há muito ainda a ser dito sobre esse assunto.  Nos próximos posts, vou tentar explorar um pouco o assunto “Empregabilidade”, e como isso afeta a nossa relação com o emprego e o mercado de trabalho.

Até breve!!!

Invictus

E já que é para retomar, que seja com um texto interessante…rs.

Escrevi esse resenha sobre o filme Invictus para uma matéria da pós-graduação, no ano passado. Não contextualizei na resenha, mas sou uma grande fã do Nelson Mandela, e ter passado um período na África do Sul em 2008, convivendo com os costumes do povo sul-africano, conheci muito mais sobre a história recente do país, sobre a luta do Mandela e os efeitos do apartheid até hoje sobre a população.

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INTRODUÇÃO – ÁFRICA DO SUL E O FIM DO APARTHEID: TEMPOS DE MUDANÇAS SIGNIFICATIVAS PARA A NAÇÃO

Em 1990 tinha fim na África do Sul o brutal regime do Apartheid, que durante décadas segregou os negros dos brancos daquele país. Nesse ano, o principal líder da resistência contra o regime, Nelson Mandela, era libertado após passar 27 anos preso. A partir desse momento, iniciava-se um novo período para a África do Sul, baseado na igualdade das raças.

Nelson Mandela foi eleito presidente nas primeiras eleições livres do país, em 1994. Seu discurso pregava a criação de um único país sob a bandeira do arco-íris – simbolizando todos os povos e etnias que compõe a população sul-africana. As palavras de ordem de Mandela eram RECONCILIAÇÃO E PERDÃO. No seu entendimento, sem essas duas ações o país jamais se uniria em uma única nação. O seu temor – justificado – era que, uma vez com um presidente no poder, representando-os, os negros passassem a vingar todos os anos de segregação e repressão contra os brancos, o que levaria o país ao colapso e a uma provável guerra civil.

Assim, logo que tomou posse, Mandela cuidou de manter a seu serviço os seguranças que trabalharam para o governo anterior, assim como os demais funcionários do gabinete profissional. Ele deixou claro que todos eram livres para ficar ou partir – mas que isso fosse uma decisão baseada em competências pessoais para o desempenho dos cargos, e não na etnia ou na cor da pele.

INVICTUS – O ESPORTE A SERVIÇO DA POLÍTICA

O filme Invictus, estrelado por Morgan Freeman (Nelson Mandela) e Matt Damon (François Pienaar), retrata esse período extremamente delicado da política sul-africana, e como o esporte pode ser utilizado para unir uma nação em torno de um objetivo comum.

Um dos símbolos do Apartheid, a seleção sul-africana de rugby – os Springbocks – estava passando por um momento delicado: depois de sofrer sucessivas derrotas e desacreditado pelos torcedores, era alvo de chacotas, e membros do governo de Nelson Mandela sugeriam que o time deveria ser extinto, principalmente por tudo de ruim que representava.

O rugby, esporte introduzido na África do Sul pelos ingleses, sempre foi considerado um esporte elitista, dos brancos e proibido para os negros. Esses preferiam o futebol (que até hoje é associado pelos sul-africanos como um esporte de negros), e os poucos que assistiam às partidas da seleção, torciam a favor do adversário.

Com o país em uma profunda crise de identidade, precisando urgentemente de uma causa comum a todos e as vésperas da realização da Copa Mundial de Rugby na própria África do Sul, Nelson Mandela decide apoiar os Springbocks, gerando grande polêmica entre os seus aliados, opositores e a própria seleção.

Primeiramente, Mandela reuniu-se com François Pienaar, o capitão dos Springbocks, e o principal defensor da seleção. O presidente viu no jovem um grande aliado em potencial, e buscou identificar nele as características de um líder pronto para defender o time até o fim. No entanto, Pienaar estava longe de ser esse líder, porém, uma vez frente à Mandela, prometeu fazer o que fosse possível para conseguir alcançar a meta proposta pelo presidente: vencer a Copa do Mundo de Rugby de 1995.

A META DE MANDELA – FAZER COM QUE A ÁFRICA DO SUL VENCESSE A COPA MUNDIAL DE RUGBY

Para vencer a copa, o time precisava, principalmente, do apoio de toda a população à sua causa. Dos brancos, torcedores habituais, isso não foi tão difícil de obter, apesar dos sucessivos fracassos da seleção. No entanto, era preciso que os negros também apoiassem os Springbocks. E como conseguir isso, uma vez que a seleção de rugby era considerada um símbolo do Apartheid?

Uma das principais ações que Mandela propôs, e os dirigentes dos Springbocks aceitaram, foi a aproximação dos jogadores com a população com a população mais pobre – e negra – nas townships (o equivalente a favelas ou comunidades na África do Sul). Em uma cena emblemática do filme, quando o time chega à primeira comunidade, as crianças do local ovacionam apenas o único jogador negro – e é este que faz com que os colegas se integrem às crianças e vice-versa. Ao final do dia, é possível ver os jogadores ensinando as principais regras do jogo, numa demonstração de respeito mútuo.

Em várias ocasiões, antes e durante a realização da Copa Mundial de Rugby, Mandela fez questão de demonstrar publicamente o seu apoio aos Springbocks, comparecendo aos treinos do time, aos jogos, dando entrevistas onde declarava que torcia pela vitória e encorajando os seus funcionários de gabinete a também se interessarem pelo esporte.

O LÍDER E SUAS FONTES DE INSPIRAÇÃO

Durante o primeiro encontro de Mandela e Pienaar, o presidente perguntou ao jovem como ele inspirava o time – e Pienaar responde prontamente “pelo exemplo”, mas sem detalhar como e com quais exemplos. Mandela, então, declarou que muitas vezes recorria a palavras de outros para se inspirar e inspirar a terceiros. Na ocasião, citou o poema Invictus (que dá nome ao filme, transcrito ao fim da resenha), que lhe deu forças durante os anos em que permaneceu preso, e a música Nkosi Sikelel` iAfrika, tocada em sua homenagem durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. E finaliza, incentivando o capitão dos Springbocks a insipirar seus companheiros de time: “Para construirmos nossa nação, todos nós devemos exceder nossas próprias expectativas”.

Meses após o primeiro encontro com o Presidente, e às vésperas do início da Copa, Pienaar e seus companheiros são convidados a visitar a famosa prisão de Robben Island, onde Nelson Mandela passou 18 dos 27 anos preso. E somente lá, dentro da cela que um dia foi ocupada pelo presidente, e vendo os antigos campos de trabalho forçado, é que Pienaar finalmente compreende que vencer aquela copa não era apenas vencer mais um campeonato. Signficava, acima de tudo, garantir a unidade e a igualdade de direitos entre brancos e negros na África do Sul, ideal pelo qual Mandela sacrificou toda a sua vida.

E é com esse espírito – vencer ou vencer – que Pienaar passa a conduzir o time jogo após jogo, até a grande final contra a temida seleção neo-zelandesa – os All Blacks. O resultado foi a vitória e conquista do título inédito para os springbocks, de Campeões Mundiais de Rugby.

CONCLUSÃO

O filme Invictus retrata a busca de dois homens, com histórias de vida e motivações distintas, por um mesmo objetivo. Mandela desejava a vitória para unir seu país, a despeito de toda a resistência que enfrenta. Pienaar queria vencer para afirmar-se como um grande atleta e conquistar o orgulho dos torcedores.

Nelson Mandela pode não ter conquistado plenamente seus objetivos – 20 anos após o fim do Apartheid, as marcas do preconceito e da segregação racial ainda são visíveis nas ruas e nas atitudes das pessoas. O rugby continua a ser um esporte de brancos, enquanto o futebol, o dos negros. Porém, mudanças ainda estão acontecendo, mesmo que em um processo mais lento que o desejado, e estas são irreversíveis.

O ex-presidente – o primeiro negro da história sul-africana a ocupar este cargo – é o herói vivo que toda nação mereceria ter. Sem empregar a violência, pregando o princípio da “desobediência civil” (a exemplo de Gandhi e Martin Luther King), ele provocou mudanças gigantescas na estrutura da sociedade sul-africana, mesmo tendo sacrificado a sua liberdade durante 27 anos.

Invictus

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu – eterno e espesso,
A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda – eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Retomando o blog…de novo!!

Olá a todos!!

Cá estou eu, novamente, tentando retomar esse blog. Minha missão agora será a de não abandoná-lo…rs. Espero que consiga passar por aqui ao menos uma vez por semana, e poder compartilhar minhas impressões sobre carreiras, empregabilidaos de, o mercado de trabalho para RH.

O que me motivou a voltar a escrever?

Primeiro, quando temos tempo livre é natural buscar algo para se ocupar. No meu caso, os pensamentos ficam flutuando para lá e para cá, e quando percebo, já tenho algum tema para compartilhar. Não é justo que essas idéias fiquem restritas somente a mim, não é mesmo? rs

Segundo, percebi que já tenho uma carga de vivência no mercado de trabalho suficiente para ajudar outras pessoas – principalmente os jovens que estão começando agora – com dicas e macetes para enfrentar essa verdadeira selva..rs..rs. Então, o intuito dessa retomada também é dar algum tipo de apoio para que as pessoas dêem menos cabeçadas e consigam encontrar algum rumo para suas vidas profissionais.

Por enquanto é isso!!!

Suddenly I See

Her face is a map of the world
Is a map of the world
You can see she’s a beautiful girl
She’s a beautiful girl
And everything around her is a silver pool of light
The people who surround her feel the benefit of it
It makes you calm
She holds you captivated in her palm

Suddenly I see
This is what I want to be
Suddenly I see
Why the hell it means so much to me


I feel like walking the world
Like walking the world
You can hear she’s a beautiful girl
She’s a beautiful girl
She fills up every corner like she’s born in black and white
Makes you feel warmer when you’re trying to remember
What you heard
She likes to leave you hanging on a word

Suddenly I see…

And she’s taller than most
And she’s looking at me
I can see her eyes looking from a page in a magazine
Oh she makes me feel like I could be a tower
A big strong tower
She got the power to be
The power to give
The power to see

Suddenly I see…

Suddenly I See – Letra/Música: Kt Tunstal

Fotos: O Diabo veste Prada 

Reflexões sobre Gestão de Carreira e Geração Y

Já estou na terceira semana da Pós Graduação, e posso dizer que até o momento estou bastante satisfeita com o nível das aulas e a troca/aprendizado em sala. Iniciamos o curso com duas disciplinas – Modelos de Gestão e Gestão de Carreira e Empreendedorismo.

Hoje, quero falar dessa última, pois é um tema que me atrai há anos e agora estou tendo a oportunidade de discutir o assunto mais profundamente. E, importante, a professora – Cintia Menegazzo, consultora em Gestão de Pessoas – sabe do que está falando.

 Falar de carreira é complicado, ainda mais quando se trata da nossa – e a Cintia partiu da premissa que, se não conseguimos gerenciar nossa própria carreira, como iremos aplicar o conceito em nossas empresas? Assim, desde a primeira aula, temos refletido muito sobre o rumo que estamos seguindo e para onde realmente queremos avançar em termos de carreira, emprego e trabalho. Se queremos continuar empregados ou empreender, permanecer na zona de conforto ou se arriscar.

 Na última terça-feira, falamos muito sobre a chamada Geração Y – pessoas que nasceram a partir de 1980 e que cresceram junto com o boom tecnológico e popularização da internet e que têm modificado sensivelmente as relações de trabalho nas empresas. Para mim, esse termo já não é novidade, até porque eu, aos vinte e nove anos de idade, faço parte dessa geração. E mesmo carregando as várias características típicas de um Y, ainda assim guardo algumas da geração anterior. Questionei, então, porque isso ocorre, e a resposta me surpreendeu bastante.

 Segundo a Cíntia nos explicou, os jovens da Geração Y podem se diferenciar em pelo menos três grupos distintos:

Conservadores, que têm/tiveram uma base familiar mais conservadora, pais “superprotetores”, e que por isso ainda carregam algumas crenças da geração anterior (X). 

 Liberais, que nasceram/cresceram em modelos familiares alternativos – pais separados, homossexuais, adolescentes, mães solteiras, etc., e por isso tendem mais a pensar “fora da caixa”, ou seja, são mais ousados e provavelmente, mais empreendedores.

Internautas, ou o que costumávamos chamar de “nerds”, os viciados em internet e tecnologia, conseguem encontrar solução para quase tudo utilizando a rede.

É óbvio que não podemos generalizar e dizer que quem cresceu numa família mais tradicional vai ser sempre “quadradinho” e o cara que foi criado somente pela mãe será sempre o “maluco” que virou dono de empresa .com aos 20!!! Como tudo o que se refere ao comportamento humano, acredito fortemente que em vários indivíduos da Geração Y essas características se mesclam e se completam.

Como ainda não sou expert no assunto – e aqui só estou relatando minhas impressões iniciais sobre este tema – vou colocar alguns links de artigos sobre a Geração Y:

Blog da Cintia Menegazzo

 Endeavor – Como a geração Y está reinventando o jeito de fazer negócios

 Administradores.com.br

 Por enquanto, meu cérebro está fervilhando de idéias – novas e antigas. Se antes de começar a estudar o tema, eu já me “perdia” em projetos e devaneios para minha carreira, agora a “coisa” vai pegar fogo…rsss…aguardo ansiosamente as cenas do próximo capítulo!!!

Recomeçando…Ingressei na Pós-Gradução!!

Finalmente comecei a Pós-Graduação, depois de cinco anos de “enrolação” desde a minha graduação.

Digo enrolação, mas acredito que esse é o melhor momento para ingressar na pós. Estou mais madura, sei exatamente que quero continuar minha carreira em Gestão de Pessoas. Agora, só preciso definir qual caminho exatamente irei trilhar. As perspectivas são várias e consigo vislumbrar um ótimo futuro profissional.

Espero conseguir reunir material interessante e manter esse blog atualizado. Passei mais de um ano sem escrever, e da última vez eu era exatamente o oposto de hoje…mas resolvi deixar toda as mágoas e decepções para trás e recomeçar!!!

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